Hospital Geral de Santo António, EPE
O Hospital Geral de Santo António é uma Instituição centenária da Cidade Invicta.
Localizado no centro da cidade, entre o Carmo e os jardins do Pavilhão Rosa Mota, serve a população através de numerosas valências médicas, sendo pioneiro em muitas áreas da medicina.
No espaço dos jardins do velho e original hospital, que ainda se mantém em funcionamento foi erigido um moderno edifício que constitui agora o corpo principal do renovado HGSA.
Breve história do Hospital de Santo António
No século XVIII D. José I deu ordem à Misericórdia do Porto para se construir um novo Hospital que servisse condignamente a cidade, dado o crescimento da mesma e a manifesta insuficiência do velho Hospital de D. Lopo, situado na Rua das Flores. Desde o início se projectou um edifício magnificente. O local que inicialmente foi escolhido foi um terreno na feira de São Lázaro, onde agora se encontra a Biblioteca Municipal. Mas, já aprovada a escolha por Lisboa, foi inesperadamente escolhido outro sítio, por pressão de um dos mesários mais influentes da Misericórdia, que sugeriu a actual localização, supondo-se que por ficar próximo da casa do mesário que vivia na Cordoaria. A primeira pedra foi solenemente lançada em 15 de Julho de 1770 e as obras arrastaram-se penosamente por muitos anos por terem atravessado os difíceis períodos das invasões francesas e da Guerra civil. Com inúmeras dificuldades, entre elas a falta de meios económicos da Santa Casa da Misericórdia, a obra final ficou reduzida a dois terços da inicialmente projectada, sendo esta orçada em 2 milhões de cruzados, por cálculos de 1791. Em 19 de Agosto de 1799, vinte e nove anos após o início da construção e com as obras ainda a decorrer, o Hospital Geral de Santo António recebeu os primeiros doentes transferidos do velho Hospital de D. Lopo - 150 mulheres que foram ocupar o ângulo sul. Uma das dificuldades encontradas eram as condições do terreno que era alagadiço e pantanoso devido ás águas do Rio das Virtudes, que por ali passava. De tal modo este era um factor importante que motivou a condenação do edifício como impróprio para o tratamento de doentes pelo Conselho Médico do Hospital e em 1857, três anos depois, um mesário da Misericórdia propunha já a construção de um novo Hospital "em mais higiénicas condições" que suportasse todas as necessidades da região. Contudo a cidade só teria outro Hospital na segunda metade do século 20 (Hospital de S. João). A obra inicial projectada por John Carr, não chegou a ser concluída, mas mesmo assim tal como ficou, é incontestavelmente, uma das construções mais importantes da Cidade . A origem do nome do Hospital também tem uma história curiosa. Logo que D. José ordenou a sua construção, sugeriu que a Misericórdia escolhesse, a votos, o nome de um santo para o Hospital, que ficasse seu patrono e o protegesse. Quatro propostas surgiram na mesa da Santa Casa da Misericórdia: S. João de Deus, S. Sebastião, Santo António e S. José. Na primeira votação, Santo António recebeu mais votos. Mas uma curiosa circunstância motivou uma segunda votação: é que a maioria dos votantes, membros da mesa da Santa Casa da Misericórdia, tinham por nome próprio António, e temeram que alguém suspeitasse de favoritismo. Daí, decidiram repetir a votação só entre dois finalistas: S. José e Santo António, saindo de novo vencedor o nome de Santo António. Assim nasce o Hospital Geral de Santo António.
Três aspectos do edifício neoclássico
Dois aspectos do novo edifício